1. Dados Base do Paciente
2. Latências Obtidas no Exame (Opcional - Para Desvio/%)
Resultados
| Nervo | 1. Regressão (Média | Máximo) |
Desvio Obs. (Dif ms | %) |
2. Stålberg (Máximo) |
3. Tabela (Mín | Médio | Máx) |
|---|---|---|---|---|
| F - Mediano | -- | -- | -- | -- | N/A |
| F - Ulnar | -- | -- | -- | -- | -- | -- | -- |
| F - Fibular | -- | -- | -- | -- | N/A |
| F - Tibial | -- | -- | -- | -- | -- | -- | -- |
| H - Tibial | -- | -- | -- | -- | N/A |
| H - Mediano | -- | -- | -- | -- | N/A |
| Dif. Ulnar Corr. | -- | |||
| Assimetria H (Dir/Esq) | -- | |||
Tabelas de Referência por Altura
Onda F - Ulnar
| Altura (m) | F mín (ms) | F média (ms) | F máx (ms) |
|---|---|---|---|
| 1,50 | 26,0 | 27,5 | 30,0 |
| 1,55 | 26,5 | 28,0 | 30,5 |
| 1,60 | 27,0 | 29,0 | 31,5 |
| 1,65 | 28,0 | 30,0 | 32,5 |
| 1,70 | 29,0 | 31,0 | 33,5 |
| 1,75 | 30,0 | 31,5 | 34,0 |
| 1,80 | 30,5 | 32,5 | 35,0 |
| 1,85 | 31,0 | 33,5 | 36,0 |
| 1,90 | 32,0 | 34,5 | 37,0 |
Onda F - Tibial
| Altura (m) | F mín (ms) | F méd (ms) | F máx (ms) |
|---|---|---|---|
| 1,50 | 44,5 | 47,5 | 51,0 |
| 1,55 | 46,0 | 48,5 | 52,5 |
| 1,60 | 47,5 | 50,5 | 54,0 |
| 1,65 | 49,0 | 52,0 | 56,0 |
| 1,70 | 51,0 | 54,0 | 58,0 |
| 1,75 | 53,0 | 56,0 | 60,0 |
| 1,80 | 55,0 | 58,0 | 61,5 |
| 1,85 | 57,0 | 60,0 | 63,0 |
| 1,90 | 58,5 | 62,0 | 65,0 |
O que são Onda F e Reflexo H e como interpretar
A Onda F avalia vias motoras proximais; o Reflexo H (reflexo de Hoffman/soleo) avalia arco reflexo Ia. Compare latências com regressão por idade (Stålberg/Johnson) ou tabelas por altura para ulnar e tibial.
A Onda F é uma resposta tardia gerada pela ativação antidrômica dos neurônios motores alfa. Ela avalia o segmento proximal dos nervos motores (raízes, plexo) e é especialmente útil quando prolongada em múltiplos nervos, sugerindo polirradiculopatia ou CIDP. A latência F deve ser comparada com a latência esperada para altura e idade do paciente.
O Reflexo H é o equivalente eletrofisiológico do reflexo de Aquiles: o estímulo sensitivo Ia viaja pelo nervo tibial até a medula (S1), onde sinapsa com neurônios motores que geram a onda H. Está prolongado ou ausente em radiculopatia S1 e polineuropatias sensitivo-motoras. A assimetria H dir/esq > 1,8 ms é significativa.
Três métodos de referência estão disponíveis:
1. Regressão (Média | Máx): equação linear com altura e idade, fornece latência esperada e limite máximo.
2. Stålberg (Máx): fórmula de Stålberg e Falck - latência máxima da onda F.
3. Tabela (Mín | Méd | Máx): valores de referência tabelados por altura (Ulnar e Tibial).
Referências:
· Stalberg E, Falck B. The role of electromyography in neurology. Electroencephalogr Clin Neurophysiol 1997;103(1):3–10.
· Bischoff C et al. Electrophysiology of distal neuropathies. Clin Neurophysiol 2004;115(11):2520–2529. doi: 10.1016/j.clinph.2004.05.011
Fisiologia da Onda F
A Onda F resulta da ativação antidrômica de uma fração de motoneurônios alfa após estimulação distal — o impulso viaja proximalmente até a raiz, reflete e retorna registrando-se um potencial tardio. Avalia o segmento proximal (raiz, plexo) de nervos mediano, ulnar, tibial e fibular. A latência F mínima (menor latência em série de estímulos) é o parâmetro mais reprodutível. Prolongamento em múltiplos nervos (> 120% do limite superior ou acima do percentil 99) é critério de desmielinização proximal na CIDP (EAN/PNS 2021).
Fisiologia do Reflexo H
O H-reflexo é o análogo eletrofisiológico do reflexo miotático: estimulação Ia sensitiva → interneurônio → motoneurônio α → resposta H (antes do CMAP direto). No tibial, avalia arco S1; no mediano, C6–C7 (H de Hoffman). Assimetria H dir/esq > 1,8 ms (tibial) é anormal. H ausente ou muito reduzido com CMAP preservado sugere lesão do arco reflexo (raiz, ganglionopatia) ou polineuropatia grave.
Métodos de referência disponíveis
- Regressão (Média | Máx): equação linear com altura e idade — latência esperada e limite máximo.
- Stålberg (Máx): fórmula clássica para latência máxima da F (ulnar/tibial).
- Tabela por altura: valores Mín | Méd | Máx para ulnar e tibial — útil quando idade/altura extremas.
Escolha o método alinhado ao protocolo do laboratório e aplique consistentemente. Para tibial, altura do paciente é crítica — erro de 5 cm altera limite esperado em ~1 ms.
Armadilhas e correlação clínica
- Estimulação submáxima: F ausente por técnica, não por patologia.
- Idade avançada: F pode prolongar levemente — use regressão etária.
- STC grave: F mediano pode prolongar por desmielinização distal, não raiz.
- Radiculopatia isolada: F ou H alterados no nervo afetado; EMG confirma denervação segmentar.
Perguntas frequentes
Onda F prolongada indica radiculopatia?
Atraso da Onda F mínima pode indicar comprometimento proximal (raiz, plexo) ou desmielinização proximal, dependendo do nervo e contexto.
Como usar tabelas por altura para Onda F?
Para ulnar e tibial, latências esperadas variam com a estatura; a calculadora aplica referências Stålberg/Johnson e tabelas por altura.